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sábado, 24 de setembro de 2011

CACHORRO COM CAIXA DE OVO

MATERIAL
1. Caixinhas de fósforos, sem fósforos
2. Pincéis
3. Tesoura sem ponta
4. Tinta preta e tinta branca
5. Cola branca
6. Uma toalinha
7. Uma embalagem de ovos vazia (branca)
COMO FAZER
1. Comece recortando um pequeno pedaço da embalagem de ovos. Modele duas formas de ovo como sendo, uma delas o corpo e a outra a cabeça do cachorro. Deixe quatro pontinhas para fazer as patas.
2. Pegue duas caixas de fósforos vazias e faça uma escadinha.
3. Cole o corpo do cachorro no degrau de cima e a cabeça no degrau de baixo, como se o cachorro estivesse descendo a escada.
4. Pinte o cachorro com a tinta. Desenhe os olhos, as orelhas… e por último as pintas pretas.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Ciências Naturais


























Ararinha azul

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Psittaciformes
Família: Psittacidae
Gênero: Cyanopsitta
Espécie: Cyanopsitta spixii 
A ararinha Cyanopsitta spixii, ou ararinha azul, é uma ave endêmica da caatinga, ocorrendo do extremo norte da Bahia ao sul do Rio São Francisco, na região de Juazeiro. Ela possui coloração de tonalidade azul, e presença de uma faixa cinza que se estende da região superior de seu negro e curto bico até os olhos - destacando a cor amarela da íris.  Não há dimorfismo sexual nítido, ou seja: fêmeas e machos são semelhantes.
Sementes de buriti, pinhão e frutos em geral fazem parte de sua dieta. indivíduos de cativeiro também se alimentam de ração comercial para psitacídeos e suplementação mineral e polivitamínica.
Em razão de sua exuberância, se tornou alvo frequente do tráfico internacional de animais. Este fator, aliado também à invasão de seus ninhos por abelhas africanas, matando fêmeas e filhotes, e, principalmente, à perda de hábitats; permitiu que esta espécie  provavelmente se encontre, naatualidade, extinta da natureza. Isso porque o último exemplar em liberdade foi visto pela última vez em 2002, quando desapareceu sem deixar rastros. Como existem possíveis hábitats para a ocorrência dessa espécie, a IUCN considera essa espécie, até segunda ordem, como criticamente ameaçada.

Esse indivíduo em questão, um macho de aproximadamente vinte anos de idade, era vigiado por cientistas e voluntários na cidade de Curaçá - BA. Durante oito anos, teve uma fêmea de maracanã como parceira sem, no entanto, dar origem a ovos viáveis. Mais tarde, tentativas de aproximação entre ele e uma fêmea de cativeiro de sua espécie foram em vão, já que são monogâmicos, e este já considerava a outra como sua parceira.

Assim, a arara spixii só pode é vista em cativeiros, sendo sua reprodução nestes locais um evento bastante raro. Quando ocorre, fêmeas colocam aproximadamente três ovos para cada ninhada, depositando-os em ninhos de madeira, e não em ocos de árvores, como a caribeira (Tabebuia caraiba), tal como seus exemplares em liberdade faziam.
Por Mariana Araguaia
Graduada em Biologia
Equipe Brasil Escola


ÁLBUM DE FAMÍLIA
A ararinha-azul foi encontrada e coletada pela primeira vez por Johan Baptist von Spix, em 1819, em Juazeiro, BA.
No período entre 1985 e 1988, o ornitólogo suíço Paul Roth, percorreu extensivamente os principais pontos onde havia informações de ocorrência da espécie, nos estados de Tocantins, Maranhão, Piauí, Pernambuco e Bahia e efetivamente localizou a espécie na natureza. Em 1986, Roth encontrou três exemplares selvagens no Município de Curaçá – BA.
Durante a estação reprodutiva de 1986/1987, o casal remanescente de ararinhas estabeleceu ninho, e os filhotes foram retirados por traficantes, e ainda em 1987 um dos três exemplares adultos desapareceu. Na estação reprodutiva de 1987/1988, o casal reprodutor estabeleceu ninho, mas a fêmea foi capturada por traficantes enquanto incubava os ovos, restando um único exemplar.
Em 1990, uma expedição organizada por L. C. Marigo e Francisco Pontual, com o apoio do ICBP recorreu os principais pontos de informações anteriores sobre a ocorrência de Cyanopsitta spixii, e localizou o último indivíduo em Curaçá, no mesmo ponto investigado por Paul Roth.
Durante os oito anos do PROJETO ARARINHA-AZUL, foram realizadas inúmeras expedições de busca a populações remanescentes desta espécie, sempre com resultado negativo. Foram checadas tanto áreas que apresentam hábitat semelhante ao de Curaçá quanto locais em que haviam informações da provável presença da ararinha azul, mas até agora, o único exemplar selvagem encontrado é o de Curaçá.
Como ararinhas-azuis não possuem nenhuma diferença externa, para a determinação segura do sexo, foi extraído material genético (DNA) das penas velhas do exemplar selvagem que caíam durante a muda e que nós encontrávamos pelo chão enquanto estávamos pesquisando no campo. Os exames foram feitos em um laboratório na Universidade de Oxford, Inglaterra, e confirmaram o que nós já imaginávamos pelo comportamento: o exemplar selvagem é realmente um macho.
COMO VIVE A ARARINHA
A ararinha-azul está associada aos riachos intermitentes existentes na caatinga, onde estão localizadas as árvores mais altas. Alimenta-se tanto nas árvores quanto nas várzeas associadas aos riachos.
A ararinha alimenta-se basicamente de sementes. Seus principais ítens alimentares são:
Pinhão – (Jatropha mollissima) – principal ítem alimentar, pode ser encontrado concentrado em manchas nas várzeas ou também na caatinga.
Favela – (Cnidoscolus phylacanthus) – planta também abundante nas várzeas e na caatinga.
Baraúna – (Schinopsis brasiliensis) – árvore presente principalmente próxima a riachos, que produz grande quantidade de vagens, das quais a arara se alimenta.
Caraibeira – (Tabebuia caraiba) – Presente somente ao longo dos riachos da caatinga, também produz grande quantidade de vagens, utilizadas pela ararinha.
UM CASAL DIFERENTE
Clique na imagem para ampliá-la
A ararinha-azul está pareada, desde que seu par foi capturado, com uma maracanã, ave da mesma família, de tamanho um pouco menor e coloração predominantemente verde. Durante as estações reprodutivas, que coincidem com a época das chuvas (geralmente novembro à março), este par híbrido estabelece ninhos, geralmente em caraibeiras, em ocos abandonados de pica-paus.
Após o estabelecimento do ninho, a maracanã chega a botar ovos, mas não há indícios de que estes seriam viáveis.

ARARINHA AZUL
Ameaçado
NOME COMUM: Ararinha Azul
NOME CIENTÍFICO: Cyanopsitta spixii (cyano = azul escuro; psitta = psitacídeo)
NOME EM INGLÊS: Spix's macaw
NOME EM ESPANHOL: Guacamayo Spixii
NOME EM ITALIANO: Ara di spix
FILO: Chordata
CLASSE: Aves
ORDEM: Psittaciformes
FAM;ILIA: Psittacidae
COMPRIMENTO: de 27 a 56 cm
COMPRIMENTO DA CAUDA: 35 cm
COR: Azul
PESO: por volta de 350g.
REPRODUÇÃO: Sua postura é de 3 a 4 ovos, e a maturidade sexual observada em aves cativas - é de 4 a 5 anos.
OVOS: Seus ovos, medem aproximadamente 35 mm de diâmetro.
ALIMENTAÇÃO: sementes das caraibeiras (T. caraiba), de pinhão (Jatropha mollissima), faveleira (Cnidoscolus phyllacanthus) e de baraúna (Schinopsis brasiliensis). Em cativeiro é composta de grãos, frutas diversas, ração comercial para psitacídeos, suplementação mineral e polivitamínica.
CAUSAS DA EXTINÇÃO: Esta espécie foi desaparencendo e sua população, que já era restrita desapareceu. Isso devido à captura para o tráfico de animais para servir como ave ornamental ou de estimação e também a destruição de seu habitat original.

Considerada extinta pelo IBAMA, em julho de 2002, é a Arara mais rara do mundo! O último exemplar selvagem conhecido dessa espécie e que habitava a região de Curaçá, no sertão da Bahia, desapareceu em outubro de 2000. Este macho de tão solitário (pois sua espécie é gregária, vivendo em grupos) acabou acasalando com uma fêmea de Maracanã (Ara maracana), que também vive no mesmo habitat. Logicamente, mesmo com o casal tentando reproduzir, não houve filhotes.
A Ararinha Azul vivia no extremo norte da Bahia ao sul do Rio São Francisco, na Caatinga, onde ocorrem caraibeiras, pinhões e faveleiras (plantas que ela utilizava). De hábitos sociais selvagens pouco conhecidos, faz seus ninhos em caraibeiras (Tabebuia caraiba), substituídos em cativeiro pelos ninhos demadeira. Atualmente (2002), existem apenas 60 exemplares em cativerio no mundo, o Brasil detém a propriedade de apenas oito. As demais estão em poder de mantenedores que integravam o grupo e de colecionadores particulares estrangeiros.
Como se pode ver pela foto, esta Arara é também única na sua aparência. O azul é de um tom diferente. chegando em algumas penas a tornar-se cinzento, cores menos apelativas do que a maioria das Araras que conhecemos. O bico é menor em relação as outras espécies e tem uma particularidade única, tem uma parte de pele nua de cor cinzento escura que vai desde a parte superior do bico até ao olho, esta parte cinzenta deixa sobressair a cor amarela da íris do olho.
É uma ave muito dificil de procriar em cativeiro. Mesmo antes de se encontrar em extinção, foram poucos os registos de criações com grandes sucessos.
Nome popular: Ararinha azul
Nome científicoCyanopsitta spixii.
Comprimento: 55 a 57 cm.
Peso: 296 a 400 g.
Coloração: inteiramente azul, sendo que na cabeça o tom é um pouco mais pálido e nas asas o tom é mais escuro.

Distribuição Geográfica
: Curaçá, cidade ao norte da Bahia.

Habitat
: Mata de galeria da caatinga onde predomina a caraíba (Tabebuia caraíba).

Alimentação
: Sementes de Jatropha sp, Cnidoscolus sp; e frutos de Ziziphus sp eMaytennus sp.

Status
: Considerada EXTINTA na natureza (CITES I). O último exemplar desapareceu em 2000, restando pouco mais de 60 indivíduos criados em cativeiro, sendo a maioria fora do Brasil. Existe um grupo de estudo com esforços internacionais para recuperação da espécie, coordenado pelo IBAMA. Os efeitos positivos do real envolvimento da população local, promovido pelo Projeto Ararinha Azul em Curaça na Bahia (www.ararinha-azul.vila.bol.com.br) ainda são efetivos e ao mesmo tempo que se busca o aumento da população em cativeiro, se conserva o habitat específico, visando futuras reintroduções.

Ararinha Azul (**) espécie extinta na natureza
Nome científico: Cyanopsitta spixii
Quanto mede: de 27 a 56 cm
Onde vive: vivia no extremo norte da Bahia ao sul do Rio São Francisco, na Caatinga
Filhotes: de 3 a 4 ovos
Considerada extinta pelo IBAMA, em julho de 2002, é a arara mais rara do mundo! O último exemplar selvagem conhecido dessa espécie e que habitava a região de Curaçá, no sertão da Bahia, desapareceu em outubro de 2000. Este macho de tão solitário (pois sua espécie é gregária, vivendo em grupos) acabou acasalando com uma fêmea de Maracanã (Ara maracana), que também vive no mesmo habitat. Logicamente, mesmo com o casal tentando reproduzir, não houve Filhotes. Existem ainda cerca de 60 exemplares espalhados em cativeiros pelo mundo. Essa espécie foi desaparecendo e sua população, que já era restrita, se extinguiu, devido ao tráfico de animais que a capturava para vendê-la como ave ornamental ou de estimação. A destruição de seu habitat original contribuiu também para o seu desaparecimento. Essa arara é também única na sua aparência. O azul é de um tom diferente, chegando em algumas penas a tornar-se cinzento, cores menos apelativas do que a maioria das araras que conhecemos. O bico é menor em relação às outras espécies e tem uma outra particularidade, possui um pedaço de pele nua de penas de cor cinzento escuro que vai desde a parte superior do bico até o olho, essa parte cinzenta deixa sobressair a cor amarela da íris do olho.Alimenta-se de sementes das caraibeiras, de pinhão, faveleira e de baraúna.



ANIMAIS EM EXTINÇÃO NO BRASIL

Nomes:                                      
Bruna Fernandes                      06
Danielle Paladini                       08
Elaine                                          09
Giovanna                                    11
Heloísa Amurov                         13

ARAPONGA:
Está em extinção por que : Se torna cada vez mais rara por causa da derrubada das matas, seu habitat natural, constando na lista do IBAMA de animais ameaçados de extinção. Alguns ecologistas estão tentando a preservação desta espécie. A destruição do habitat, a caça e o tráfico de animais são as principais ameaças para as espécies.
Habitat : Áreas litorâneas da Bahia, Região do Rio Negro no Amazonas.

TAMANDUÁ-BANDEIRA:
Está em extinção por que: Estão cada vez mais destruindo seu habitat natural, e pela sua marcha vagarosa a fuga é difícil.
Habitat : Florestas Brasileiras

TATU-CANASTRA:
Está em extinção por que : Apesar de sua distribuição abranger todo o território brasileiro, a grande pressão de caça, somada à transformação dos campos e cerrados, seu hábitat natural, fizeram desta uma espécie seriamente ameaçada de extinção e talvez um dos primeiros animais destinados a desaparecer da lista de nossa fauna.
Habitat: Vive por todo o Brasil , desde as Guianas.




GATO-DO-MATO-PEQUENO:
Está em extinção por que : No passado foi a caça para a peleteria e atualmente, a destruição do habitat é uma das principais ameaças á sua sobrevivência.
Habitat: Cerrado, caatinga, pantanal, mas principalmente florestas tropicais e subtropicais (inclusive matas de galeria).

CERVO DO PANTANAL:
Está em extinção por que : A caça ilegal; a destruição de seu habitat em decorrência das construções de usinas hidrelétricas e de projetos de irrigação; as doenças introduzidas por animais domésticos como a febre aftosa e brucelose.
Habitat : O cervo-do-pantanal ocorria originalmente desde o Uruguai e norte da Argentina até os Estados brasileiros do Amazonas, Bahia, Goiás e Pará, sempre ao sul do rio Amazonas. Atualmente, sua população está restrita ao Pantanal (onde são encontrados em maior número) e à Ilha do Bananal.

Onça pintada

Texto: A onça-pintada
A onça-pintada é considerada como o símbolo da coragem. É muito temida por todos os animais.
Move-se, silenciosamente, com a cabeça baixa. É difícil perceber quando vai atacar porque seu pêlo, cheio de manchas, confunde-se com o mato.
Ela nada nos rios e riachos.



RESPONDA EM SEU CADERNO
a) Como a onça pintada é considerada?
c) Por que é difícil perceber a sua presença?
b) Marque as respostas corretas:

              A onça pintada é temida por todos os animais. Isso quer dizer que:
 

É uma ótima caçadora e muito feroz.
 

            É um animal calmo.
 

            Ela nada nos rios e riachos.

d) Por que ela pode desaparecer do planeta?

e) Risque o que mostra sobre o que o texto fala:
 

Informações sobre a onça.
 

            O desaparecimento das onças.

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Texto: A onça-pintada
A onça-pintada é considerada como o símbolo da coragem. É muito temida por todos os animais.
Move-se, silenciosamente, com a cabeça baixa. É difícil perceber quando vai atacar porque seu pêlo, cheio de manchas, confunde-se com o mato.
Ela nada nos rios e riachos.


RESPONDA EM SEU CADERNO
a) Como a onça pintada é considerada?
c) Por que é difícil perceber a sua presença?
b) Marque as respostas corretas:

              A onça pintada é temida por todos os animais. Isso quer dizer que:
 

É uma ótima caçadora e muito feroz.
 

            É um animal calmo.
 

            Ela nada nos rios e riachos.

d) Por que ela pode desaparecer do planeta?

e) Risque o que mostra sobre o que o texto fala:
 

Informações sobre a onça.
 

            O desaparecimento das onças.

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Tartaruga


Tartaruga

Nome vulgar: TARTARUGA DA AMAZÔNIA
Classe: Reptilia
Ordem: Chelonia
Família: Pelomedusidae
Nome científico: Podocnemis expansa
Nome inglês: Arrau turtle
Distribuição: Norte do Brasil, Guianas, Venezuela e Colômbia
Habitat: Baías dos grandes rios
Hábito: Diurno
Comportamento: Grupo
Longevidade: Acima de 100 anos
Época reprodutiva: Outubro a março
Reprodução: Incubação: 250 dias
Alimentação na natureza: Vegetais e peixes
Alimentação em cativeiro: Vegetais, peixes, carne moída e ração
Causas da extinção: Seus ovos e filhotes são utilizados como alimento pelos moradores da Região Amazônica.
Este réptil é um quelônio de água-doce, que habita o rio Amazonas e seus afluentes. Além de Tartaruga-do-amazonas, é conhecida também como Tartaruga Verdadeira.
O casco da Tartaruga-do-amazonas tem forma oval, sendo que os ossos são cobertos por um escudo córneo. Na carapaça, observamos um colorido preto, marfim ou alaranjado, com manchas escuras regulares. Possui patas curtas e potentes, sendo a anterior com cinco unhas e a posterior com quatro unhas. A cabeça é achatada e pequena e nela localizam-se os olhos, as narinas (na parte superior do focinho) e a boca.
Seu tamanho na fase adulta é de 80 cm de comprimento e 60 cm de largura, podendo pesar até 60 Kg. Sua média de vida é acima de 100 anos.
Os inimigos naturais da Tartaruga-do-amazonas, quando filhotes, são os urubus, as piranhas, os jacarés, os jaús e alguns peixes grandes.
A época de reprodução desses répteis vai de setembro a dezembro, quando a tartaruga enterra uma média de 60 a 100 ovos em um buraco de 44 a 56 cm de profundidade, espalhando areia para cobri-los e camuflar o local. Dentro de 45 a 60 dias depois nascem as tartaruguinhas, que imediatamente correm para o rio. O local da postura é chamado de tabuleiro.
Os filhotes alimentam-se de pequenos peixes e plantas aquáticas. O alimento preferido das tartarugas adultas são as frutas, que variam conforme os meses do ano, devido à época de amadurecimento.
Apesar do nome, a "Tartaruga-do-amazonas" é, na verdade, um cágado, já que a tartaruga é um termo empregado aos quelônios marinhos.
A Tartaruga-do-amazonas é utilizada como fonte de alimento e de óleo (para abastecer lampiões e lamparinas), matéria-prima para cosméticos, sua carapaça como bacia e sua pele é boa para fazer tamborins e tabaco. Ela correu risco de extinção na década de 70, ao ser construída a Transamazônica.


TARTARUGA D´AGUA

Origem :

No Brasil é comercializada a espécie que vem do sul dos Estados Unidos, seu nome cientifico é Pseudemis scriptis elegans, ela possui manchas alaranjadas laterais na cabeça e é vendida legalmente em lojas de aquário de peixes, obtida através de importação direta de criadores Norte-Americanos.
Há outra espécie, que vem dos rios, lagos e banhados do Rio Grande do Sul, Uruguai e Argentina, seu nome cientifico é Trachemys dorbignyi, que tem sua comercialização proibida.
Definindo o sexo:
Estes metodos de indentificação sexual não são 100% seguros, mas se usar uma combinação desses metodos, suas chances aumentaram na definição do sexo de sua tartaruga.
Masculinos - quase sempre têm rabos maiores, mais gordos que o das fêmeas.
Masculinos - têm a abertura (cloaca) sobre 2/3 do casco à partir do rabo.
Fêmeas - têm esta abertura mais perto do casco.
Masculinos - têm uma concha funda - assim isto encaixará melhor em topo da fêmea.
Fêmeas - têm um convexo - assim há mais espaço para ovos.

Crescem 3 cm por ano. Elas podem viver até 100 anos. 
Criando o seu habitat:
Todo habitat para tartarugas d'agua, precisa de um ambiente com, área seca e uma parte grande de água com temperatura morna.
No ambiente selvagem, elas escolhem a água que aquece rapidamente no sol. Você vai precisar de um lugar seco para sua tartaruga para sair da água A água deve estar sempre limpa; A combinação de comida misturada com fezes vão resultar um habitat não-saudavel e uma tartaruga doente.
Tartarugas fazem suas necessidades em sua água, assim limpar o Habitat é quase uma rotina diária.
A primeira coisa você precis fazer é escolher um aquário. O tamanho conta com o tamanho de sua tartaruga e quantas tartarugas você tem. Para nossos propósitos aqui, nós suporemos que você tem somente uma tartaruga. Um tanque de 10 litros é suficiente, mas não há muito lugar para a tartaruga nadar. Eu poderia recomendar um tanque de 20 litros , que poderia fazer sua tartaruga mais feliz. A altura da água é variável, mas deve ser alto como o casco da sua tartaruga.
Uma prateleira, rampa ou rocha, onde a tartaruga possa subir e ficar completamente fora da água.
A recomendação é que se tenha um filtro , com bastante potência, pois as tartarugas sujam mais o aquario do que os peixes. Há vários tipos de filtro, externos e internos. Mas o que realmente deve ser deixado claro é que a água sempre deve ser mantida limpa.
O aquario não necessita de decorações. Pois pedras pequenas e a areia são facilmente ingeridas pelas tartarugas.


· Qualidade da água não dispença administração, e Filtrações

· Qualidade de Água é o desafio de número 1 quando se trata de tartarugas de água. O ideal para lucrar, é um aquario com muita água limpa.

· Mude a água com freqüencia (A não ser que vc tenha um filtro) . Imagine, você tendo que nadar e beber a água que está nadando e defecando (ught!)

· Água de tubulação é boa. Se você é "estressado" em relação ao cloro, deixe a água assentar por 24 horas antes de colocar a tartaruga.

· Quantas vezes você necessita trocar a água? Isto depende da quantidade de água e se você está usando um filtro ou não.

· Dê a sua tartaruga muito espaço. Quanto maior melhor.

Desintegrando seus excrementos (sólidos) produz- amônia. Amônia é ruim para pessoas, e isto é ruim às tartarugas. Isto faz elas doentes, e com isto pode deixar sua pele ,a raiz e o casco doentes. Você não pode evitar isto, mas você pode lidar com isto, deixando ela sempre limpa.
Colocando uma colher de chá de sal não-iodizado ( iodized) por litro de água reduzirá o nível de bactérias e protegerá as tartarugas melhorando o seu casco e as doenças de pele.
A temperatura ideal da água deve estar entre 24 - 30 C. No inverno e em regiões mais frias, deve-se colocar um aquecedor e um termostato regulado à esta temperatura. O aquecedor e o termostato são encontrados em lojas de peixes.
Use iluminação natural. Necessitam de exposição ao sol todo dia. A luz do sol, além de prevenir fungos, ajuda a sintetizar a vitamina D3 que também é importante para o metabolismo do cálcio para a carapaça.
Deixe o aquário próximo a uma janela de modo que possa receber diretamente raios de sol, de preferência sem atravessar vidros, já que estes filtram raios ultra-violeta.
Se o aquário for pequeno cuide para que a água não aqueça demasiadamente com o sol. Caso seja utilizada iluminação artificial todo tempo, é necessário lâmpadas especiais que forneçam todo o espectro da luz, incluindo ultra-violeta, essas lâmpadas são vendidas no exterior e é difícil encontrá-las no Brasil. Uma lâmpada adequada para aquário de tartarugas chama-se
VitaLite.
As lâmpadas conhecidas como Pro-Lux ou Gro-Lux vendidas no Brasil não são adequadas porque tem pouco rendimento de ultra-violeta, fornecendo mais luz vermelha, que não é suficiente.
Mas lembre-se :

Suas tartarugas viverão muito melhor e mais felizes se puderem tomar luz do sol todo dia.
HIBERNAÇÃO:
Se as tartarugas são criadas em regiões quentes nunca hibernarão. Em regiões frias, se forem
mantidas dentro de casa com aquecedor e lâmpada elas permanecerão ativas todo o ano, apesar da tendência de se comer menos no inverno.
Mas se as condições forem propícias elas poderão hibernar ou ficarão menos
ativas e comerão muito pouco.
Durante a hibernação os processos do corpo são mais vagarosos, a digestão cessa, a circulação é reduzida e as defesas imunológicas diminuem, devido a isso não deixe tartarugas
doentes ou machucadas hibernarem.
As tartarugas hibernam tanto fora como dentro da água ,elas procurarão um local abrigado para se esconder e ficarão lá por um longo tempo.
Tartarugas hibernando fora de casa em regiões frias podem morrer rapidamente se colocadas bruscamente em ambientes quentes.
Hibernação de répteis é diferente de hibernação de mamíferos no sentido fisiológico da palavra.
O termomais correto talvez seja "invernar". Tartarugas originárias de regiões tropicais não hibernam, mas a tartaruga de água em questão é originária da América do Norte onde há invernos rigorosos. 
ALIMENTAÇÃO :
Para assegurar uma vida saudável a sua tartaruga uma dieta variada tanto para tartarugas jovens e adultas,
no entanto a tartaruga jovem deve comer menos proteina animal do que a tartaruga adulta e mais legumes e
a tartaruga adulta o inverso. Faça uma combinação das seguintes comidas:
· Dietas Comerciais (Nunca mais do que 25% da dieta total):
Industrializada. Comprada em lojas de animais (Tetra ReptoMin, Tetra Gammarus, etc..), já que contém todos os nutrientes necessários,
como cálcio, que é importante para a constituição da carapaça.
· Proteína Animal (Nunca mais do que 25% da dieta total).
Pequenos animais como minhocas, camarão, peixes, coração de bife e galinha cozida, frango cru raramente e também comida de cão e gato,
de alta qualidade, sem aditivos quimicos podem ser dados de vez em quando.
· Planta Matéria (50% ou mais da dieta total).
Ofereça folhas de alface, ofereça cenouras, feijões verdes, espinafre, pepino, etc.
Fruta pode ser oferecida cru; maças, melões, etc... 
Doenças
Tartarugas bem alimentadas em um ambiente próprio raramente ficam doentes.
No entanto caso fiquem, aqui é uma lista de algumas doenças comuns, que ajudarão a identificar problema de sua
tartaruga.
Fungo:
Este problema é facilmente reconhecido e tratavel. Fungo aparece branco ou acinzentado focaliza na pele da tartaruga.
Há caminhos diferentes para tratar isto, mas eu acho que TETRA Sulfa é o mais certo.
As instruções são claramente dadas na embalagem.
Se sua tartaruga não come..
Primeiro tenha certeza de varios fatores, propriamente um conjunto, se a temperatura de água é incômoda à tartaruga, isto fará ela comer raramente. Se a tartaruga está sendo bem alimentada, oferece uma variedade de comida?, especialmente comida sem ser industrializada?
Outra coisa que causa isto é o abuso de tratamento.
Concha Macia:
Causado por deficiência de calcio e vitamina D, este problema toma um longo tempo para tratar se isto não é notado cedo.
Você tem que dar a sua tartaruga alguma espécie de suplemento de calcio, que é disponível em lojas, e permita a permanecia da tartaruga na luz do sol enquanto possível.


As tartarugas eliminam constantemente escamas da carapaça e pele, o que não deve ser confundido com doenças.

Quando consultar um veterinário
Se qualquer dos problemas acima persistem para um período extendido de tempo, você deve, certamente, consultar um
veterinário.

Tartarugas Carregam Doenças?
Animais, pessoas, tartarugas carregam todas espécies de bactérias neles. Você não deve beijar sua tartaruga. Pequenas crianças não devem colocar a tartaruga em sua boca.
Sempre lavar suas mãos depois de tratar das tartarugas.
A bactéria Salmonela está presente nas tartarugas mais novas (carapaça menor que 10 cm).
Nos Estados Unidos é proibido a comercialização de tartarugas de água menores que 10 cm desde o ano de 1975, os
criadores de tartarugas Americanos estão investindo para tentar erradicar a Salmonela e terminar com a proibição
Não esqueça de por uma tela sobre o aquário em local onde haja gatos ou aves. 


Hoje vamos falar de um animal um tanto quanto rústico, que embora bem conhecido não é muito escolhido para adoção. Por isso hoje vamos dar dicas de como cuidar desse bichinho, que embora tenha uma aparência estranha pode ser uma ótima companhia. Estamos falando dos jabutis. Antes de tudo: vamos explicar as diferenças entre tartarugas, cágados e jabutis.
A tartaruga é um réptil exclusivo de água marinha ou doce. Com o casco mais achatado e patas com aspecto de nadadeiras, além de serem carnívoras. O cágado é um animal que vive grande parte do tempo debaixo d’água ou próximo dela, mas se diferencia por poder viver na parte terrestre também, com um tamanho bem inferior. O jabuti é uma espécie exclusivamente terrestre, com um casco convexo, bem arqueado e pernas grossas que parecem a miniatura de patas de elefantes, diferente de seus amigos não se arrisca a nadar, pois depois de algum tempo acaba afundando. Pronto agora que já foi diferenciada uma espécie da outra vamos dar mais informações sobre os jabutis, nosso tema de hoje.
Características:
São bem conhecidos por sua lentidão, possuem hábitos diurnos e gregários (vivem em bandos) passam o seu tempo em busca de alimentos, principalmente os de cores vermelhas e amarelas. Eles não possuem dentes, no lugar tem uma placa óssea que funciona como uma lâmina para poderem comer os alimentos. São animais muito resistentes, espertos, dóceis, atentos, calmos, pacientes e mansos, aceitam ser afagados, e o melhor para algumas pessoas: não faz barulho. Quando sente a aproximação de um predador ou pressente algum perigo põe as patas, cabeça e cauda dentro do casco, permanecendo inerte, como se estivesse morto.
Alimentação:
São onívoros, se alimentam tanto de produtos de origem animal quanto vegetal, sendo muito simples encontrar sua comida em mercados ou feiras. Comem carnes, frutas doces, verduras e legumes. Os alimentos devem ser dados em tamanhos não muito grandes e devem ser diversificados a cada semana, se possível. A carne pode ser moída, também comem peixe picado, mas não precisa ser todos os dias, uma vez por semana ou a cada quinze dias é recomendado. Sempre que possível pulverize complexos vitamínicos e cálcio para répteis. Evitar alface e muito mamão, esses alimentos podem favorecer a diarréia, bem como restos de comida humana. Evite deixar sobras, sempre retirando-as quando começarem a ficar velhas. E como todo réptil, seu metabolismo muda de acordo com a temperatura e tendem a se alimentar mais em dias quentes do que nos dias frios. Água a vontade.
Alojamento:
O terrário deve ser construído de acordo com o tamanho do jabuti, sempre maior, com espaço onde ele possa descansar, tenha suas vasilhas de alimentação e onde ele possa andar sem problemas. Você pode acrescentar também um substrato que deixa as necessidades secas e inodoras, pois absorve a urina e desidrata as fezes do animal, o nome do produto é Lixard Litter, pode ser encontrado em petshops. Coloque também vasilhas de louça que vão servir para colocar a água e a comida, devem ter a borda baixa para facilitar o acesso ao animal. Decore também seu terrário com pedras, galhos e plantas artificiais e assegure-se que o terrário ficará em um lugar onde receba luz e calor. O ideal é que você utilize lâmpadas que emitam raios UV.
Higienização:
Lavar diariamente as vasilhas de água e comida, assim como limpar o terrário. Procure dar ao animal banhos diários de sol (pelo menos 15 minutos no sol da manha e no final da tarde), porque é importante regular sua temperatura e também para poderem assimilar o cálcio, que é muito importante para que o casco esteja sempre forte, já que é sua principal proteção. O animal pode também tomar banhos semanalmente, com água em temperatura ambiente, deixando-o secar ao sol.
Preço Médio:
Uma boa notícia: você pode adotar seu jabuti em algum posto de fiscalização do IBAMA, onde há animais apreendidos, mas você tem só que comprovar que tem estrutura para cuidar do animal e assegurar que ele continuará a reproduzir. Mas pessoal, vamos sempre procurar criadouros autorizados, evitando assim que contribuíamos com o tráfico ilegal de animais.
O jabuti dura em torno de 80 anos se bem cuidado, fica então ai uma dica de um animalzinho tão legal para se ter, porém pense muito bem antes de adquiri-lo, além de felicidade ele traz preocupações e gastos, então tenha muita certeza a cada minuto de que você esta adquirindo um bichinho para vida toda. Pense a longo prazo sempre e Boa Sorte!

Leia mais: Tartaruga 


TARTARUGA MARINHA

Origem
O começo do universo, da terra,
da vida e das tartarugas marinhas.
4,5 bilhões a.p.: surgimento do planeta terra.
Existem no universo milhões de estrelas e vários sistemas solares. No nosso sistema solar, uma variedade de cometas, meteoritos, asteróides e planetas se formaram. A terra, um desses planetas, surgiu há 4,5 bilhões de anos.

3,5 bilhões a.p.: primeiras formas de vida.
A atmosfera e os oceanos se formaram após um longo período de atividade vulcânica intensa, com a liberação de gases compostos, a ação da radiação solar e de descargas elétricas. Surgiram substâncias como a água, o gás carbônico, o metano e o cianeto. Juntos, eles são a essência da vida. A partir dessa combinação, há 3,5 bilhões de anos surgiram as primeiras formas de vida, simples como moléculas. 
2 bilhões a.p.: organismos multicelulares.
As primeiras moléculas evoluíram para organismos celulares que, ao se agregarem, originaram as primeiras formas de vida multicelulares, há dois bilhões de anos. Organismos fotossintetizantes apareceram e começaram a produzir oxigênio, possibilitando que a vida passasse a existir também fora da água.

Quelônios
Quelônios ou testudines são nomes que agrupam todas as formas de tartarugas identificadas no mundo. A origem desses animais não é bem conhecida, embora se saiba que tenham surgido há cerca de 220 milhões de anos, quando o planeta possuía um único super-continente chamado Pangea. Existem atualmente 13 famílias de quelônios, com 75 gêneros e 260 espécies – destes, há apenas seis gêneros com sete espécies marinhas.
São facilmente reconhecíveis por causa de sua inconfundível carapaça (casco), formada pela fusão de sua coluna vertebral achatada com as costelas. Unida ao plastrão (parte ventral do casco), a carapaça forma uma caixa óssea rígida, revestida por placas de queratina, que serve de proteção contra os predadores.

São répteis e derivaram de ancestrais terrestres. Mesmo podendo se aventurar por longos períodos no ambiente aquático respiram por pulmões e necessitam sair da água para completar seu ciclo reprodutivo, colocando seus ovos no ambiente terrestre.
Ao contrário dos répteis terrestres, que mantinham a região ventral protegida pelo contato com o solo, a seleção natural favoreceu o desenvolvimento do plastrão, em um primeiro momento, e posteriormente da carapaça, como um escudo protetor contra o ataque de predadores.
A forma dos quelônios não mudou muito no processo evolutivo. As mudanças mais significativas ao longo de milhões de anos foram a perda dos dentes (substituídos por um bico), a capacidade de retração da cabeça e membros para dentro da carapaça e a adaptação dos membros conforme o tipo de ambiente.
Classificação
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Reptilia
Nesta Classe estão inseridas serpentes, lagartos, tuataras, crocodilos e tartarugas. A temperatura corporal dos répteis varia de acordo com o ambiente. Todos possuem coluna vertebral, pele coberta por escamas e respiração pulmonar. A maioria possui coração com três cavidades e colocam ovos.

Ordem: Testudines
Nesta Ordem estão incluídas todas as tartarugas (marinhas, terrestres e de água doce), sendo dividida em três subordens: Pleurodira (tartarugas com retração lateral do pescoço para dentro do casco); Cryptodira (tartarugas com a retração da cabeça, escondendo o pescoço dentro do casco, acompanhando a linha da coluna vertebral; Amphichelydia (todas as espécies extintas).

Subordem: Cryptodira
Nesta estão inclusos jabutis, tartarugas de água doce e tartarugas marinhas.

Família: Cheloniidae e Dermochelyidae
As tartarugas marinhas podem pertencer a duas famílias: Cheloniidae e Dermochelyidae. A família Cheloniidae inclui seis espécies de tartarugas marinhas, com carapaça coberta por placas. A família Dermochelyidae inclui somente a tartaruga de couro que, em vez de uma carapaça coberta por placas, possui pele semelhante a couro.
Espécies
Desde a sua criação, o Projeto TAMAR investe recursos humanos e materiais para adquirir o maior conhecimento possível sobre a biologia das tartarugas marinhas que ocorrem no Brasil, priorizando pesquisas aplicadas que resolvam aspectos práticos para a conservação desses animais. Conhecidos pela grande capacidade migratória, com um ciclo de vida de longa duração, as tartarugas ainda são um mistério para pesquisadores do mundo inteiro.
Nas áreas de desova, 1.100 km de praias são monitorados todas as noites durante os meses de Setembro a Março, no litoral, e de Janeiro a Junho, nas ilhas oceânicas, por pescadores contratados pelo TAMAR, chamados tartarugueiros, estagiários e executores das bases. São feitas marcação e biometria das fêmeas, contagem de ninhos e ovos. A cada temporada, são protegidos cerca de quatorze mil ninhos e 650 mil filhotes.
Nas áreas de alimentação, o monitoramento é quase todo realizado no mar, muitas vezes junto às atividades pesqueiras. Os pescadores são orientados a salvar as tartarugas que ficam...

Espécies encontradas no Brasil
tartaruga
aruanã ou verde
Chelonia mydas
tartaruga
Cabeçuda ou Mestiça
Caretta caretta
tartaruga
de couro ou gigante
Dermochelys coriacea
tartaruga
de pente, verdadeira ou legítima
Eretmochelys imbricata
tartaruga
oliva
Lepidochelys olivacea
Espécies não encontradas no Brasil
tartaruga
Lora ou Kemps Ridley
Lepidochelys kempii
tartaruga
Tartaruga-Flatback
Natator depressus
Espécies-Bandeira
Como o urso panda e o mico leão dourado, as tartarugas marinhas são consideradas, no Brasil e no mundo, como espécie-bandeira, definição que se atribui às espécies carismáticas, que atraem a atenção das pessoas. Por isso mesmo, são usadas para difundir e massificar a mensagem conservacionista e conscientizar a opinião pública para a necessidade de proteger espécies menos conhecidas e seus habitats.
Quando as águas costeiras são protegidas da poluição e de atividades pesqueiras predatórias, de forma a garantir a sobrevivência das tartarugas marinhas, por conseqüência também estarão protegidos peixes e outros animais colocados em risco pela pesca artesanal e mais ainda pelo setor pesqueiro industrial, considerando o seu caráter intensivo. Neste contexto as tartarugas marinhas podem também ser chamadas de “guarda-chuva”.
Este procedimento favoreceu a criação de várias áreas de proteção marinhas e costeiras federais, estaduais e municipais no Brasil, beneficiando outras espécies através da proteção de seus respectivos habitats. Foi o que aconteceu, por exemplo, com as reservas estabelecidas em Abrolhos, Atol das Rocas, Fernando de Noronha, em Pernambuco, Santa isabel, em Sergipe, e Comboios, no Espirito Santo. 
Comportamento
As tartarugas marinhas são solitárias e permanecem submersas durante muito tempo, o que dificulta os estudos do seu comportamento. Por isso, a maior parte do que se conhece sobre elas refere-se à desova, que acontece na praia.

Possuem visão, olfato e audição desenvolvidos, além de uma fantástica capacidade de orientação. Animais migratórios por excelência, vivem dispersas na imensidão dos mares e, mesmo assim, quando atingem a maturidade sexual sabem o momento e o local de se reunir para a reprodução. Nessa época, realizam viagens transoceânicas para voltar às praias onde nasceram e desovar.

Podem migrar centenas ou milhares de quilômetros e dormir na superfície, quando estão em águas profundas, ou no fundo do mar, sob rochas, em áreas próximas à costa. Os filhotes flutuam na superfície durante o sono e geralmente mantêm as nadadeiras dianteiras encolhidas para trás, sob a parte traseira do corpo.


Em mar aberto, as tartarugas marinhas encontram fortes correntes e, mesmo assim, conseguem navegar regularmente por longas distâncias. Os mecanismos de navegação e orientação que utilizam ainda representam um grande mistério, estudado por várias gerações de pesquisadores ao redor do mundo.

Sabe-se que são capazes de detectar o ângulo e a intensidade do campo magnético terrestre. A presença de magnetita (mineral muito sensível à direção do campo magnético usado para fazer imãs) no cérebro das tartarugas marinhas sugere uma possibilidade para compreender a capacidade de orientação em mar aberto.

Nessa longa caminhada pelos mares, podem cruzar as fronteiras de vários países - e por isso precisam ser protegidas através de acordos de cooperação internacionais, para que o esforço de conservação seja efetivo.
Ciclo de Vida
As tartarugas marinhas apresentam um ciclo de vida complexo, utilizando diferentes ambientes ao longo da vida, o que implica em mudança de hábitos. Embora sejam marinhas, utilizam o ambiente terrestre (praia) para desova, garantindo o local adequado à incubação dos ovos e o nascimento dos filhotes.

Ao nascerem, as tartaruguinhas rumam imediatamente para o alto-mar, onde atingem zonas de convergência de correntes que formam grandes aglomerados de algas (principalmente sargaços) e matéria orgânica flutuante. Nestas áreas, que formam um verdadeiro ecossistema, os filhotes encontram alimento e proteção – e assim permanecem, por vários anos, migrando passivamente pelo oceano.
Algumas espécies podem permanecer no ambiente pelágico por toda a vida, como a tartaruga de couro (Dermochelys  coriacea). Outras passam a fase juvenil em regiões costeiras ou insulares, alimentando-se de organismos bentônicos até atingir a maturação sexual.

Embora espécies como a tartaruga oliva (Lepidochelys olivacea) atinjam a maturidade entre 11 e 16 anos, as demais só se tornam adultas entre os 20 e 30 anos. A partir daí, passam a viver em áreas de alimentação, de onde saem apenas na época da reprodução, quando migram para as praias onde nasceram.

A época de desova é regida principalmente pela temperatura, ocorrendo nos períodos mais quentes do ano. No litoral brasileiro, acontece entre setembro e março, com variação entre as espécies. Nas ilhas oceânicas, entre janeiro e junho, registrando-se somente desovas da espécie verde (Chelonia mydas).

A seguir, as diversas etapas do ciclo de vida das tartarugas marinhas:
Acasalamento
Seleção das praias
Cama
Ninho e postura
Incubação
Nascimento
Sobrevivência
Ameaça de Extinção
As espécies ameaçadas de extinção, animais ou vegetais, são aquelas em risco de desaparecer, em um futuro próximo. Incontáveis espécies já se extinguiram nos últimos milhões de anos, devido a causas naturais, como mudanças climáticas, e incapacidade de adaptação a novas condições de sobrevivência.

Mas hoje o homem interfere decisivamente no processo natural de extinção de espécies, através de ações como, por exemplo, destruição dos habitats, exploração dos recursos naturais e introdução de espécies exóticas (vindas de outros locais). Essas e outras atitudes provocam declínio das espécies em taxas jamais observadas na história da humanidade.
As cinco espécies de tartarugas marinhas encontradas no Brasil continuam ameaçadas de extinção, segundo critérios da lista brasileira e mundial de espécies ameaçadas. Das cinco, quatro desovam no litoral - e, por estarem mais expostas, são as mais ameaçadas: cabeçuda (Caretta caretta), de pente (Eretmochelys imbricata), oliva (Lepidochelys olivacea) e de couro (Dermochelys coriacea).

A tartaruga verde (Chelonia mydas) está menos exposta, pois desova principalmente nas ilhas oceânicas (Atol das Rocas, Fernando de Noronha e Trindade), onde a ação predatória do homem é mais controlada, o que contribui para a estabilidade da sua população.

De cada mil filhotes que nascem, somente um ou dois conseguem atingir a maturidade. São inúmeros os obstáculos que enfrentam para sobreviver, mesmo quando se tornam juvenis e adultos. Mas, além dos predadores naturais, as ações do homem estão entre as principais ameaças às populações de tartarugas marinhas, destacando-se as seguintes: aquecimento global, destruição do habitat para desova, devido a ocupação desordenada do litoral; poluição dos oceanos; e, principalmente, a pesca incidental, ao longo de todo litoral, com redes de espera, e em alto mar, com anzóis e redes de deriva.
Porque é preciso proteger
Em algum momento da criação do mundo, as tartarugas marinhas receberam a seguinte missão: "Espalhem-se pelos oceanos, não escondam as suas belezas; alimentem a quem for necessário; mas não deixem de existir". Assim foi feito - e o homem não tem o direito de contrariar essa lei cósmica.

Depois de mais de 100 milhões de anos de sobrevivência e evolução, as tartarugas marinhas continuam desempenhando importante papel ecológico nos ambientes onde ocorrem - das áreas costeiras a grandes profundidades oceânicas (as chamadas regiões abissais). São fonte de alimento para predadores marinhos e terrestres, inclusive o homem, e importantes consumidores de organismos marinhos, servindo como substrato para outras espécies.
Como animais migratórios, as tartarugas se deslocam desde os trópicos até as regiões subpolares, transferindo energia entre ambientes marinhos e terrestres. São consideradas verdadeiros engenheiros do ecossistema, devido a sua influência e ação sobre os recifes de coral, bancos de grama marinha e substratos arenosos do fundo oceânico.




para olhar em casa


tartaruga marinha

Reino Animalia
Filo Chordata
Classe Reptilia
Ordem Testudines
Famílias Cheloniidae e Dermochelyidae
As tartarugas marinhas são animais aquáticos e marinhos, subdivididos em duas famílias: a Cheloniidae e Dermochelyidae. Nesta, encontramos uma única espécie: a tartaruga de couro (Dermochelys coriacea), nome este que se refere à presença de tecido semelhante a couro, ao invés de carapaça coberta por placas. Já na Família Cheloniidae, encontramos animais com tal escudo protetor, com essas caraterísticas, sendo eles: tartaruga de pente (Eretmochelys imbricata), aruanã (Chelonia mydas), oliva (Lepidochelys olivacea), cabeçuda (Caretta caretta), tartaruga-flatback (Natator depressus) e kemps ridley (Lepidochelys kempii). Todas elas, exceto as duas últimas, são encontradas no Brasil.
Machos e fêmeas são muito semelhantes entre si, podendo ser diferenciados, a olho nu, somente na fase adulta: momento este em que os machos apresentam rabo e unhas bastante desenvolvidos. A maioria destes animais é onívora, embora algumas consumam unicamente alimentos de origem animal.
São seres migratórios, retornando à praia onde nasceram na época de reprodução, a fim de depositar ali seus ovos. No litoral, este período perdura os meses de setembro a março; e nas ilhas oceânicas, de janeiro a junho: local e época em que a aruanã desova. Aproximadamente dois meses depois, os ovos começam a eclodir; e os filhotes saem de seus ninhos em direção à água. A tartaruga oliva atinge a maturidade sexual entre os dez e quinze anos; enquanto as demais, por volta dos vinte a trinta anos de vida.
Apesar de uma única tartaruga ser capaz de depositar um grande número de ovos, somente 0,1% dos filhotes conquistarão a vida adulta. Nos primeiros momentos de sua vida, já estão sujeitos à predação por aves, lagartos e caranguejos; e também por animais carnívoros encontrados no mar. Quando adultos, podem ser capturados por seres humanos, visando à utilização de sua carne e ovos na alimentação; e sua carapaça na confecção de artefatos. Indiretamente, a poluição, destruição de hábitats, acúmulo de material plástico no mar, pesca acidental, dentre outros fatores, são responsáveis pela morte de tais animais, elucidando o porquê de todas as espécies terem suas populações em declínio.
Observe abaixo o status de conservação de cada uma, segundo a IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais):
Dermochelys coriacea - criticamente ameaçada
Eretmochelys imbricata – criticamente ameaçada
Chelonia mydas - em perigo
Lepidochelys olivacea - vulnerável
Caretta caretta – em perigo
Natator depressus – dados insuficientes
Lepidochelys kempii – criticamente ameaçada
Uma notícia positiva é que, desde 1980, existe o Programa Brasileiro de Conservação das Tartarugas Marinhas, também conhecido por Tamar, vinculado à Diretoria de Biodiversidade do Instituto Chico Mendes da Biodiversidade-ICMBio, responsável pelo estudo e conservação destas espécies.
A luta e conquista de áreas prioritárias para a conservação e medidas efetivas para garantir a qualidade dos ambientes em que estas espécies estão relacionadas, ajudam também na proteção a outras formas de vida que coexistem com as tartarugas marinhas.